POESIA: SOBRE HOMENS&PÁSSAROS
Também não precisava tanto!
Esta desordem no quarto
na sala
na estante.
A vida é uma moda de viola
um palmo de terra
uma voz que consola
um canto.
Pra que esta garrafa
este copo
este sangue?
Pra que esta faca
este rosto lívido
estes olhos brancos?
A vida é uma moda de viola
um palmo de terra
uma voz que consola
um canto.
Pra que este corte fundo
este suor que escorre
este sangue?
Pra quê?
Se tudo que eu fiz
foi lhe dizer:
se manque!...
(Fonte: Poesia - Autoria de TõeRoberto)
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segunda-feira, 7 de abril de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
CARU
CRÔNICAS&CONTOS: SOBRE NÓS&OS OUTROS
- Minha amiga Ana Carolina/Caru é uma figurinha.
- Minha amiga Ana Carolina/Caru é uma figurinha.
- A conheci na barriga, vi-a crescer, se tornar menina, adolescente, mulher - posso dizer... uma gatinha... gatona.
- Mas continua menina!
- Sua história se confunde com a história dos meus filhos.
- Minha companheira de cozinha - adora um frutinho do mar.
- Minha escrava, quando a comida lhe interessa.
- Lava, relava, corta, recorta, corre, recorre, enxuga, reenxuga... e participa sempre com sua presença alegre, satírica e solidária.
- Não é poeta, mas adora rimas:
- Roberto do...
- Norival pega...
- Nena cara de...
- Amana cara de...
- Nayê cara de...
- Guto cara de...
- Solange cara de...
- Vlad cara de...
- Caru cara de... Ana Carolina, a menina com olhos cor-de-piscina.
- É uma figurinha!
- Não tem nacionalidade: Paulista, Pernambucana, Paulista, Potiguar, Carioca, Paulista, Potiguar, Carioca, com uma enorme tendência de se tornar mineira.
- É a minha amiga Ana Carolina... Caru!
- Fazemos parte de um grupo de gente que misturou as histórias das suas vidas: crianças, adolescentes, adultos, segunda idade, terceira idade... animais.
- Misturamos nossos filhos, nossos animais, nossos problemas, nossos desejos, nossos anseios, nossas alegrias, nossas tristezas, nossos amores, nossas perdas e juntos estamos acompanhando o passar das nossas vidas repletas de coisas difíceis... mas também de coisas maravilhosas.
- Para falar mais de Ana Carolina/Caru teria que escrever uma enciclopédia, tantas foram as histórias, os desígnios de todos nós - partes do grupo.
- Ana Carolina é um dos nossos capítulos mais felizes!
- A simpatia em pessoa!
- Um abraço... não um abraço - mas aquele abraço!!!
-------
- Tô te esperando pra fazermos aquela sinfonia marítima... e aquela moqueca!
- Com urgência!
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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sábado, 5 de abril de 2008
O CASTIGO
POESIA: SOBRE HOMENS&PÁSSAROS
Só
muito só
neste quarto
nesta cama
nesta noite
nesta cidade
nesta vida
neste suicídio.
Só
muito só
comigo
sentado triste
olhos sem brilho
feito um menino
de castigo.
(Fonte: Poesia - Autoria de TõeRoberto)
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Só
muito só
neste quarto
nesta cama
nesta noite
nesta cidade
nesta vida
neste suicídio.
Só
muito só
comigo
sentado triste
olhos sem brilho
feito um menino
de castigo.
(Fonte: Poesia - Autoria de TõeRoberto)
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sexta-feira, 4 de abril de 2008
TOB
CRÔNICAS&CONTOS: SOBRE NÓS&OS OUTROS
- Era uma vez um cachorrinho chamado Tob.
- Baixinho, arreliento, chato, estridente, pegajoso, ciumento, companheiro, bonitinho, malabarista, vigilante, amigo, dono da casa... o amor da minha vida.
- Conheceu terras e pessoas a quem encantava e, às vezes, irritava da boca pra fora.
- Santos, Eunápolis, Pipa, Ilhéus, João Pessoa...
- 60 filhos, 300 netos, 1500 bisnetos, 4500...
- Esse era o Tob.
- Meu companheirinho de caminhar e conversar na Praia.
- Meu companheirinho que brigava comigo pelo travesseiro da cama
.
- Muita gente não entende a minha dor, e daí?; não tenho vergonha, eu sinto.
- Muita gente não entende a minha dor, e daí?; não tenho vergonha, eu sinto.
- A minha dor transcende ao entendimento de pessoas insensíveis.
- Estou sofrendo muito por este cachorrinho.
- Que um dia dormiu... dormiu profundamente.
- E eu senti... senti profundamente.
- E a dor...
- Era uma vez um cachorrinho chamado Tob.
- Era uma vez o meu amiguinho Tob.
- Era uma vez...
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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quinta-feira, 3 de abril de 2008
A COMPOSIÇÃO
POESIA: SOBRE HOMENS&PÁSSAROS
De fugas e viagens fomos feitos:
para isso nascemos profundos e leves
mergulho inalterado e infinito
pássaros de plumagens coloridas
poços de águas cristalinas
a refletir imagens comovidas.
De fugas e viagens fomos feitos:
para isso nascemos marítimos.
De água, sal, peixes, corais, horizontes
fomos feitos
e o líquido nos conduz à clara essência
daquilo que nos olhos desliza.
De fugas e viagens fomos feitos:
para isso nascemos retilíneos
lisos, cortantes, contundentes
viagens de faca carne adentro
ruídos de metal por entre os dentes.
De fugas e viagens fomos feitos:
para isso nascemos ausentes.
Ausentes de nós mesmos e do poente.
Ausentes de nós mesmos e do poente!
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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De fugas e viagens fomos feitos:
para isso nascemos profundos e leves
mergulho inalterado e infinito
pássaros de plumagens coloridas
poços de águas cristalinas
a refletir imagens comovidas.
De fugas e viagens fomos feitos:
para isso nascemos marítimos.
De água, sal, peixes, corais, horizontes
fomos feitos
e o líquido nos conduz à clara essência
daquilo que nos olhos desliza.
De fugas e viagens fomos feitos:
para isso nascemos retilíneos
lisos, cortantes, contundentes
viagens de faca carne adentro
ruídos de metal por entre os dentes.
De fugas e viagens fomos feitos:
para isso nascemos ausentes.
Ausentes de nós mesmos e do poente.
Ausentes de nós mesmos e do poente!
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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quarta-feira, 2 de abril de 2008
NEGÓCIOS&OPORTUNIDADES
CRÔNICAS&CONTOS: SOBRE NÓS&OS OUTROS
- Doa-se um Coração Partido.
- Doa-se um Coração Partido.
- Especificações técnicas:
- Estado: De dar pena.
- Cor: Roxo de amor.
- Atividade: Bate uma a outra falha.
- Tempo de uso: 20 anos.
- Proprietários: Única dona.
- Idade: 1/2 idade.
- Perfil: Um Coração aberto... mas partido.
- Interessados: De preferência mulher.
- História: Amou, não foi amado... mais nada.
- Motivos: a dona o trocou pelo coração do porteiro.
- A quem possa interessar procurar José Leal, na cidade de JP/PB.
- A quem possa interessar procurar José Leal, na cidade de JP/PB.
- PS: Foi corno, mas leal... por 20 anos!
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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terça-feira, 1 de abril de 2008
HOMENS RELÓGIOS
POESIA: SOBRE HOMENS&PÁSSAROS
A freqüência do tempo invade a vida
e há relógios que batem, batem e batem
e que não se contentando em bater
anunciam as horas, os minutos
os segundos, as frações do tempo.
A necessidade do homem invade a vida
e há homens que trabalham, trabalham
e trabalham
e que não se contentando em trabalhar
para ganhar o pão de cada dia
ganham também o pão do próximo dia
do próximo mês, do próximo ano
do próximo século.
E trabalham como se fossem relógios
de precisão digital
sem tempo, sem descanso, sem paz
enchendo seus celeiros de reais
de dólares, de euros, de marcos
enchendo suas vidas com o vazio
que caracteriza os idiotas.
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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A freqüência do tempo invade a vida
e há relógios que batem, batem e batem
e que não se contentando em bater
anunciam as horas, os minutos
os segundos, as frações do tempo.
A necessidade do homem invade a vida
e há homens que trabalham, trabalham
e trabalham
e que não se contentando em trabalhar
para ganhar o pão de cada dia
ganham também o pão do próximo dia
do próximo mês, do próximo ano
do próximo século.
E trabalham como se fossem relógios
de precisão digital
sem tempo, sem descanso, sem paz
enchendo seus celeiros de reais
de dólares, de euros, de marcos
enchendo suas vidas com o vazio
que caracteriza os idiotas.
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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