Mostrando postagens com marcador alma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alma. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de março de 2011

Acordares

Hoje acordei 1/2 que azedo, 1/2 que estragado para o mundo.

Não tô com saco pra nada!

Praia, futebol, música, culinária, arte, tv, internet, amor, sexo... nada!

Cada coisa se apresenta mais chata que a outra.

Nunca aconteceu com você?

Esses dias em que a gente acorda e parece que a alma, na madrugada, saiu e foi dar uma voltinha por aí deixando a gente vazio... oco por dentro.

Aqueles dias em que a gente está sem ritmo, sem saber onde colocar as mãos, sem querer conversa com quem quer que seja, sem querer saber do mundo... da própria cara.

Pois é, acordei assim!

Mas acho que até a tarde minha alma volta do seu passeio solitário.

Ou, no máximo, na próxima madrugada!

Cansada e frustrada com o que vivenciou por aí no dia de hoje, ela volta pra casa.

Com o rabo no meio das pernas.

Acabrunhada.

E amanhã, como todos os dias, devo amanhecer mais doce.

Mais conivente com a chatice do mundo.

E com a minha!

domingo, 30 de novembro de 2008

UM POEMA HÁ...

POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO
.
Um poema há de ser remédio

pra alma pro desatino
senão de que adianta
sentir
viver/existirmos

.
TõeRoberto-recife/pe-maio1985-11:18-post in jampa/pb

domingo, 16 de novembro de 2008

ENORMES FEITO UM...

POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO

Enormes feito um herói

sãos os teus olhos
quando avançam pra mim
e saltam sobre o muro de sonhos
que eu construí
e nadam pela represa de vida
que eu ergui
e entram pela casa de brilhos
que eu poli
e tomam conta dos olhos
que eu tanto enfim escondi
e lambem com seus desejos
minha alma de marfim.
(Recife/Pe-Maio1985)

.
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)

Post in Jampa/PB

domingo, 2 de novembro de 2008

NUA...

POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO

Nua

no tapete branco
você fuma...
respira fundo
espera...

A alma pensa
o corpo aguarda
silêncio...

Pela janela
a claridade do dia
te possui
e desespera
ao saber
que num instante
estará trêmula
ao ver-me de pé
nu
ereto
e quente
feito uma quimera.
(Recife/Pe-Maio1985)

.
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)

Post in Jampa/PB

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

JUCILÍNEA&GERDONÁSIO

CRÔNICAS&CONTOS: SUA ALMA, SUA PALMA

- Quando Jucilínea passava, os pêlos de Gerdonásio arrepiavam.

- Olhava aqueles peitinhos... aquela bundinha... aquela coisinha e...arrepiava.

- Tortura das bravas!

- Segunda, terça, quarta, quinta, sexta: aqueles peitinhos, aquela bundinha... aquela coisinha... e arrepiava.

- Sábado e domingo, punheta!

- 05 anos: aqueles peitinhos... aquela bundinha... aquela coisinha e... arrepiava.

- Punheta no final de semana.

- 10 anos: aqueles peitos... aquela bunda... aquela coisa... e arrepiava.

- Tudo do mesmo jeito!

- 15 anos: aqueles peitões... aquela bundona... aquela coisona...e arrepiava.

- 20 anos: num final de semana tirou a roupa e se olhou no espelho: não fazia isto há muito tempo.

- A última lembrança que tinha era de um homem esguio, bonito, alegre...um homem de 35 anos.
.
- Agora estava no espelho: esbranquiçado, cheio de pintas nas mãos, barrigudo, o saco pendurado - pesado - puxando o pau para dentro - cumprindo a lei da gravidade.

- Pensou em Jucilínea e a colocou na frente do espelho: na metade do espelho a Jucilínea de 20 anos atrás; na outra metade a de agora... de hoje.

- Também estava no espelho, lado a lado com Jucilínea, nas 02 metades.

- Olhou, mediu, pensou: de um lado Jucilínea e Gerdonásio de 20 anos atrás - do outro Jucilínea e Gerdonásio, hoje.

- Olhou, mediu, pensou e, num gesto carinhoso, abraçou a Jucilínea de hoje e saiu do espelho com a alma lavada... e arrepiado.

- Mais uma punheta!

- Na segunda, chegou à repartição, ficou cara a cara com Jucilínea - 20 anos depois - e sem dizer nada a abraçou... e arrepiou.

- Foi correspondido - 20 anos depois - e saíram de mãos dadas com a mesma paixão secreta de 20 anos atrás... os 02 arrepiados.

- Dizem que foram trabalhar na Globo.
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
Post in Jampa/PB

domingo, 21 de setembro de 2008

NÃO...

POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO

Não,
não olhe a cidade agora
olhe pra dentro de você,

As ruas da sua alma
estão mais fáceis de ver.

Os homens que passam por ela
é gente que só você vê.

Lá fora é cidade é grande
eles podem se perder.
(Recife/Pe-Maio1985)


(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
Post in Jampa/PB