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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Presente de aniversário

Naquele sábado Aldecira estava no seu 33º aniversário.

A programação: presença de todos os amigos a partir das 20 horas, uns salgadinhos, umas cervejinhas, uns docinhos e um bolinho, coisas que nunca faltaram nos seus aniversários.

E a garrafa de champanhe espumante que era para os brindes.

Ritual que adotara desde o seu primeiro aniversário em companhia de Gildevandro.

Uma correria daquelas: farinha, frango, ovo, leite, açúcar, leite moça, queijo, camarão, carne, trigo, manteiga, chocolate...

No meio dela Gildevandro avisou que tinha um negócio pendente na firma e teria que trabalhar até a parte da tarde.

E disse, também, que aquele aniversário teria um elemento novo.

Queria que ela o encontrasse no Babylon às 18 horas para fazer um brinde com os seus colegas da firma e para que ele desse - uma surpresa - o seu presente de aniversário.

Coisa que ele prometera aos amigos.

Aldecira deu com os ombros, Gildevandro deu-lhe um beijo na testa, virou as costas e saiu.

Muito trabalho: batedeira, liquidificador, fôrmas, assadeiras, panelas, pratos, fogão, forno, micro-ondas...

Um dia corrido, mas era seu aniversário e fazia tudo com o maior gosto... do jeito que Gildevandro gostava.

O relógio girou... 17 horas.

Terminou de fritar os últimos salgadinhos, tomou um banho correndo, começou a se produzir: primeiro, a calcinha vermelha, tara de Gildevandro; colocou o vestido azul - sem sutiã - o tesão de Gildevandro; uma borrifada de perfume no pescoço, a baba de Gildevandro; o batom vermelho - brilhante - o jantar de Gildevandro; ajeitou o cabelo para o lado, os suspiros de Gildevandro; aquele sapato de salto alto - o que empinava a bunda - o êxtase de Gildevandro.

E se sentiu gostosa... para Gildevandro.

Um último retoque no batom e saiu.

Chamou o táxi e se dirigiu ao Babylon.

No caminho pensou no homem maravilhoso que era Gildevandro: o homem, o macho, o companheiro, o amigo, o amor, o ar, as manhãs, o sol, o tesão do seu tesão, a vida da sua vida!

Sorriu!

Chegou ao Babylon, ainda de fora ouviu a voz de Gildevandro, e percebeu que o álcool já estava 1/2 alto.

Sentiu um arrepio no corpo.

Lembrou que Gildevandro, bêbado, era um tarado maravilhoso.

Entrou.

Gildevandro, bastante alcoolizado, a viu e gritou: Aldecira, Aldecira, ainda bem que você veio!

Hoje você vai conhecer a mulher da minha vida, a mulher que eu amo!

Sentiu-se 1/2 que constrangida, mas também 1/2 que lisonjeada e entendeu que o 'Presente' que ele ia lhe dar era uma declaração de amor em público.

Arrepiou de novo e dirigiu-se, sorridente, em direção a Gildevandro quando uma loira escultural, fatal, federal, animal entrou.

Passou por ela, foi até a mesa, abraçou Gildevandro, deu-lhe um beijo pornográfico na boca... daqueles de deixar qualquer um excitado no meio da multidão.

Gildevandro gritou: esta - Aldecira - é Luzineide, a mulher que eu amo!

E a beijou sem-vergonhosamente, despudoradamente, descaradamente... filho-da-putamente.

Aldecira apoiou-se na mesa, o chão lhe faltou, o coração deu um pulo tão grande que quase saiu pela boca.

Com as pernas bambas, o coração na mão, virou as costas e saiu desesperada, 1/2 que cega, 1/2 que sem respirar, 1/2 que apunhalada no mais profundo de todo o seu amor... e da sua vida.

Ainda ouviu quando Gildevandro repetiu: esta - Aldecira - é Luzineide, a mulher que eu sempre amei e amo!

(...)

A casa cheia de gente, mesa posta: quibes, empadinhas, cochinhas, esfihas, coca, guaraná, cerveja, beijinho, olho de sogra, queijadinha, bolo, a champanhe do brinde... os presentes sobre o sofá.

Atravessou, em silêncio, a sala, abraçou Aldevandro Jr e Gildecira - filhos - e chorou... sem lágrimas.

Chorou - com o vulcão da alma em chamas - um choro fino, ardido, doído; um choro de animal acuado, ferido mortalmente pela farpa dos amores tristes.

E ouviu: Aldecira faz anos, o azar é só dela...

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TõeRoberto

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

COMUNICADO

Hoje, 27 de fevereiro de 2009, do ano de nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, TõeRoberto, brasileiro/ mineiro/nordestino - filho de Dona Nenê/Seu Neguinho - companheiro de Nena; pai de Milena, Amanita, Inã, Amana, Nayê, da Poodle Megg e do poodle Mô; avô de Letícia, Gabriel, Nayanna e da Poodle Kya; sogro de Marcelo, Marcelo e Hannah; genro de Dona Anete/Seu Euzébio; cunhado de Walter, Carlos e Selma; amigo de trocentos amigos espalhados pelo Brasil afora; ex-companhêro do Lula, inimigo do Bush, brahmeiro; ateu da boca pra fora, mas ateu - completa uma quantidade de anos suficientes pra não ser da sua conta.

Inteirão, quase tudo em cima - algumas coisas 1/2 que pra baixo... óbvio que temporariamente!

Caralho, apesar de tudo dei outra volta com a terra ao redor do sol e ainda estou aqui!

Animado que só, me achando imortal!

A verdade é uma só: idiota não tem tédio!

Ano passado escrevi um artigo incrementado para o meu aniversário, este ano estou humilde, quero sossego... silêncio!

E me parabenizar por ter conseguido fechar mais um ciclo, apesar de todos os exageros emocionais, gastronômicos e etílicos.

E tem mais, sábado passado eu fiz uma grande festa... e vou fazer outra!

Afinal só se completa "não é da sua conta" uma vez na vida!

E a festa foi coletiva: Amana, Nayê e eu; Feijoada, o prato principal; trocentas cervejas, 05 litros de cachaça, 02 litros de Rom Montilla, 02 litros de vodka e 01 coca-cola em lata - só pra ninguém dizer que não tinha refrigerante.

Um bolinho muito mixuruca feito pela Adriana.

A presença de TõeRoberto, Nena, Amana, Nayê, Clareanna, Mél, Adriana, Duda, Vlad, Solange, Evelyn, Givaldo, Fabinho, George, Rafael, Átila, Edilma, Lívia, Pedro, Danilo, Wayana, Tixto, Gabriela, Suzane, Felipe, Cida, Cristiane; os Poodles Megg&kya&Mô... e música, muita música!... E da melhor qualidade possível!

E ainda faltaram:

Borginho, Tó, Bet, Vera, Maurício, Dedé, Sofia, Dimirzinho, Paletta, D.Nenê, Seu Neguinho, Terezinha, Seu Juca, Luciana, Manduca, Toninho, Luzia, Du, Pratinha, Luizão, Ivan, Fernandão, Luizinho, Marli, Tata, Solange, Ana, Neide, Quilão, Chico, Zé de Alcântara, Glória, Gatão, Paco, Zé Carlos, Sônia, Ninho, Vininho, Beija-Flor, Marquinho, Sabino, Humberto, Kiko, Laércio, João, Laudelina, Marcinho CB4, Toninho, Jesus, Arnaud, Eliseu, Vilma, Israel, Messias, Vera, Stella, Rafael, Ivonete, Catarina, Eliane, Cida, Vilma, Clovinel, Ethel, Bruno, Lívia, Lilian, Nágla, Waldir, Tianinha, Carla, Hamilton, Sônia, Mário, Bueno, Dete, Norma, Manoel, Tião, Silvio, Gilberto, Bigode, Marco Pietragalla, Selma, Anete. Euzébio, Audrey, Emi, Ivete, Koriyo, Malu, Kleber, Etsuko, Valter, Neide, Efraim, Jorge, Piga, Inês, Adinho, Laurinho, Roseli, Goiás Brasil, Dalva, Plinio, Sônia, Cida, Romildo, Chico, João Camilo, Zé Luiz, Alberto, Xinxim, Alberto, Jerônimo, Lurdinha, Josenildo, Marcos, Socorro Miranda, Socorro Lisboa, Socorrinho, Marieta, Rejane, Erotildes, Marcos, Socorro, Cristina, Duval, Bartô, Nado, Toinho, D. Carminha, Seu João, Cida, Norival, Tonho, Almir, Nilza, Joca, Roberto, Andréa, Gabriel, Marcelo, Regina, Nelsinho, Lourenço, Bel, Aline, Fernanda, Netinho, Verinha, Camilo, Dênis, Laura, Valdir, Marlene, David, Tânia, Socorro, Mazé, Buza, Margareth, Jorge, Victor, Martins, Augusto, Nilton, Almir, Fernandão, Nádia, Elder, Citon, Rosa, Nestor, Nilton, Maria, Virgínia, Paulo, Pedro, Maria, Leda, Cecilia, Rodnei, Marilene, Angelina, Ama, Paulo Jr., Ana, Lafaiete, Luzitânia, Ádson, Sumário, Jô, Marquinho, Kátia, Vitória, Anselmo, Alic, Maju, D. Maria, Seu Wilson, Moacir, Nani, Cleusa, Emídio, Wagno, Chero, D. Rosa, Elminha, Roque, Lívio, Élcio, Seu Zé, D. Maria, Luciano, Gomes, Lorinho, Geraldinho, Guto, Caru, Moacir, Maurício, Piedade, Diego, Thiago, Joana, Luiz, Jane, Otto, Lucinha, Aélcio, Karina, Goiabeira, Guilherme, Doli, Cássio, Patrícia, Luciana, Alírio, Husmann, Jacqueline, Nendy, Fátima, Rildo, Milena, Marcelo I, Amanita, Marcelo II, Inã, Maurício, Renata, Reinaldo, Patrícia, Hannah, Renan, Klebinho, Gabi, Aline.

Ainda dá tempo de participar da festa de hoje, pegue o avião... e voe!

A sua presença... e, principalmente, o presente são muito importantes para mim.

Mas a sua presença - você que é meu amigo/amiga - é o meu grande presente... de coração!

Compareça, vamos bater um violãozinho, cantar umas musiquinhas e tomar aquelas cervejinhas... o ano que vem tá longe - nunca se sabe, não é?

Então vamos lá!

Parabéns para mim, nesta data...

E quem foi o viado que tomou o meu Engov?
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TõeRoberto-post in jampa/pb