Mostrando postagens com marcador violência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador violência. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Brasil, país do medo

Você quer saber?

Eu não ligava, mas, sinceramente, eu agora comecei a ficar assustado.

É tudo verdade!

A violência de que tanto falam é um fato real... e assustador.

A gente começa a se preocupar com coisas desse tipo quando se transforma em estatística real.

Eu, definitivamente, entrei pras estatísticas da violência no Brasil.

Pode ficar assustado, porque eu e minha família estamos muito envolvidos com as estatísticas.

Vejamos:

Apartamento saqueado em Santos.

Casa depenada em Santos: portas, janelas, vasos sanitários, pias.

1 filha assaltada em São Paulo.

Outra filha assaltada 3 vezes em São Paulo.

Minha ex-mulher vítima por 2 vezes, em São Paulo, de tentativa de extorsão, por motivo de sequestro, por telefone

Minha filha postiça assaltada 3 vezes em João Pessoa.

Meu filho mais novo assaltado 3 ou 4 vezes em João Pessoa.

Eu fui assaltado uma vez em João Pessoa, num bar, com um grupo de amigos.

O cartão de banco da minha companheira foi clonado, levaram tudo o que ela tinha na conta.

E, por último, fui vítima, em João Pessoa, de tentativa de extorsão, por motivo de sequestro, por telefone.

Estamos definitivamente integrados como vítimas do crime no Brasil.

Sair à rua?

Não sei!

Atender telefone?

Deus me livre!

Ter conta em banco?

Difícil!

Tô assustado!

Não queira atender, por telefone, um possível sequestro de alguém da família!

É uma das sensações mais horríveis que tive na minha vida.

Impotência total.

Desespero.

O ser humano subjugado pela prepotência do outro.

Subjugado pelo desespero.

Horrível! Horrível! Horrível!

Torço pra ninguém passar por isto.

Mas não sei não!

Afinal de contas, estamos no Brasil, o país do medo!

E bota medo nisso!

Principalmente quando acontece com você.

Pode acreditar!

A coisa é feia!

E não tem rosto!

TõeRoberto

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Uma ligeira dúvida

Verdade seja dita!

Estou aqui, às 22:29, com a alma na mão.

Se você tem filhos também está, às 22:29, com a alma na mão.

Quantos filhos seus estão na rua nesse momento?

Você sabe onde cada um está?

Estão seguros?

São responsáveis?

Vão chegar inteiros em casa?

Vão chegar vivos em casa?

Um inferno, não é?

Retrato vivo do Brasil.

Pobre de nós, a população!

Sempre na mira das possibilidades.

E com um detalhe: ser bom não é suficiente.

A violência não escolhe perfis.

Simplesmente atua sobre o rico, o médio e o pobre.

Mais sobre o pobre, é obvio!

Mas é inevitável!

Não importa quem somos.

Vamos engolindo nossos medos.

Em silêncio!

Como se nada disso fizesse parte de nossas vidas.

Do nosso dia a dia.

Da nossa agonia.

Ledo engano!

Estou aqui, às 22:35, pensando em meus filhos que estão na rua.

E você?

No que pensa?

Ao longe, gritos, tiros... sirenes.

Viro-me na rede, sinto uma angústia no peito... e estremeço.

Logo eles chegarão, é o que o meu coração pensa.

E implora!

Com uma ligeira dúvida.

E você?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tempos difíceis

Tô aqui às 21 horas, em minha casa, no bairro do Manaíra - Jampa - tomando a minha cervejinha e ouvindo tiros.

Pode-se dizer que o Manaíra é um bairro 'nobre' de Jampa.

Mas não tem jeito, o problema é nacional: educação, distribuição de renda, egoísmo, safadeza, corrupção, falta de vontade, descaso, etc, etc, etc...

A coisa anda feia.

As pessoa enfiam grades nas suas residências, constroem verdadeiras fortalezas, contratam guardas, se prendem em casa, enquanto lá fora - na cidade - os novos donos das ruas fazem a sua festa.

Pagamos de tudo para o governo e temos de volta um serviço de péssima qualidade.

O cidadão comum se retrai.

O espaço das cidades diminui.

Os horários de se estar na rua são cada vez mais restritos.

Já não podemos mais ir à padaria comprar pão.

Ir ao restaurante da esquina.

Ir ao cinema.

Podemos chegar em casa sem a carteira... ou a vida.

Todo mundo reclama... eu também!

Mas o que fazer?

Se também somos responsáveis por essa merda toda.

Nós permitimos que os governos sejam inoperantes em diversas questões, principalmente na distribuição da renda nacional.

E não tente tirar o seu da reta!

Você, como eu, tá atolado até o pescoço.

E cedo ou tarde, pela sua/minha omissão, eles acertam também o nosso.

E fique sabendo: dói pra caralho!

E não tem como desfazer!

domingo, 11 de janeiro de 2009

CORPO DOENDO

Corpo doendo.
Manhã...
Mar azul.
Tensão.
Depressão.
Violência.
Repressão.

Corpo doendo.
Manhã...
Mar azul.
Tensão.
Depressão.
Violência.
Repressão.

Corpo doendo.
Manhã...
Mar azul.
Salto ou não salto
da ponte que me liga
ao ponto sul?

.
TõeRoberto-11:288-recife/pe-maio1985-post in jampa/pb