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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O amor não tem fronteiras

10 segundos foi o tempo que durou aquele beijo.

Míseros 10 segundos!

E bastou!

O tesão, a paixão, o amor, a loucura subiram pelas pernas, foram até o cérebro, se organizaram da maneira mais doida do mundo e desceram pro coração de Leomário.

Lá se fixaram.

E pronto!

Um doido nasceu para o mundo.

Quirinha se afastou do beijo.

Não era bem o que queria/pensava.

Achou tudo um grande engano, se desculpou, pegou a bolsa, se despediu e ia sair.

Leomário foi até a porta, girou a chave, tirou da fechadura e guardou no bolso.

Quirinha questionou.

Leomário olhou apaixonadíssimo para ela.

Ela tentou chegar até a porta, ele barrou.

Ela questionou de novo.

Ele, sem mais nem menos:

Mulher minha não faz o que quer!

Susto, desespero... conversa.

Nada!

Irredutível!

Pra cima, outro beijo.

Não! Não! E não!

Encostada na porta:

Sai!

Não!

O corpo no corpo!

A luta.

Tentativa de sair.

Nada!

A mão no pescoço!

A falta de ar.

Um grunhido... e pronto!

O amor não tem fronteiras.

Tanto nos aproxima de Deus, como pode matar.

Ou pode convidar o diabo para o beijo apaixonado.

Ou para a dança ao luar.

Depende do caso!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Verdades que não querem calar

Pense comigo e sinta a felicidade.

A gente deveria:

Demorar 30 minutos pra fazer a comida, 3 horas pra almoçar.

Trepar durante 9 meses, o filho nascer em 1 hora.

Receber 30 salários por mês, trabalhar apenas 1 dia.

Ficar casado 1 ano; 89, solteiro.

Ter 500 mulheres na cama, nenhuma amiga na rua.

Comer chuchu com arroz, arrotar moqueca de camarão.

Ter 500.000.000.00 na conta, nenhum centavo no bolso.

Comer 3.000 chocolates, engordar 50 gramas.

Falar que torce pro Vasco, mas cantar com o Flamengo.

Tomar 200 cervejas, não ter nenhuma ressaca.

Amar pra caralho o próximo, se for a mulher do vizinho.

Fazer farra com o diabo, sempre com a bênção de Deus.

Ser o TõeRoberto de dia, o Brad Pitt de noite.

E digo mais:

Só com estas medidas simples, a nossa vida seria outra coisa.

Pra falar a verdade, o que a gente quisesse.

O paraíso, é claro!

sábado, 3 de janeiro de 2009

SIDUCA GERALCINA

- As noites, Siduca Geralcinha, vão se transformando em verdadeiras batalhas medievais!

- Correntes, torniquetes, chicotes, ferros, velas!

- Amarrado na cama de pregos, pago todos os meus pecados originais.

- E grito, e gemo, e berro, e você não tem piedade, remorso, nenhum tipo de humanidade.

- Com a sua máscara negra, as suas botas de lâminas, as suas unhas de aço você me eleva aos céus e me enterra nos infernos.

- Ah, Siduca, você é igualzinha ao seu bisavô - que o Diabo o tenha - o Marquês de Sade!
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TõeRoberto-03:10-post in jampa/pb

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A INHACA

CRÔNICAS&CONTOS: SUA ALMA, SUA PALMA

- Sábado acordei tão desanimado, mas tão desanimado, que estava desanimado até pra não fazer nada.

- Sabe quando você amanhece com aquela inhaca existencial?

- Aquele negócio do "quem eu sou? ", de onde vim ?", "pra onde vou?", "pra que sirvo?" - aquela viadagem de gente desocupada... ou cansada da vida.

- Pois é, sábado acordei assim... olhei para o espaço e fiquei esperando uma resposta, um sinal, um aviso... nada!

- Ninguém deu a mínima bola pra mim: nem Deus, nem o Diabo.

- E vou te dizer: acordar assim num baita sábado é pra fuder!

- Vontade de passar Super Bonder no dedo, enfiar lá e assoviar a "Saudade do Matão".

- Um sujeito não pode se dar ao luxo de desperdiçar dias indesperdiçáveis.

- Sábado é um dia indesperdiçável.

- Sábado é o supremo dia da vingança contra todos os sistemas existentes.

- Sábado é o antônimo da segunda-feira.

- Sábado é dia de macho, dia de fazer tudo aquilo que a gente não pode fazer durante a semana - e se fizer se fode!

- O sábado tem a sublime sexta-feira como porta de entrada e o chato domingo como porta de saída.

- Mas não se pode desprezar o domingo porque ele é o dia reservado para se curar todos os sintomas das artes praticadas na sexta-feira e no sábado.

- Domingo, sim, é o dia do "quem eu sou?", "de onde vim?", "pra onde vou?", "pra que sirvo?".

- E domingo também é dia de curar ressaca... ou de prolongá-la.

- Mas o sábado é, com toda a certeza, o dia que nos sentimos mais livres... mais humanos... mais despojados.

- O sábado é o Pelé dos dias.

- E veja a merda: acordei sábado como se fosse uma segunda-feira chuvosa, o Corinthians dos dias.

- Mas pensei: isto passa!

- Nada que uma Skol acompanhada de um bolero não faça passar.

- Isto se eu tivesse tido a coragem de ir buscar a Skol no mercado.

- Então pedi pra alguém ligar pro Mél pra que ele trouxesse a Skol.

- Ele abriu, colocou no meu copo e insistiu pra eu tomar, pra ver se melhorava.

- E o resto é o resto.

- Mas afinal de contas quem eu sou?, de onde vim?, pra onde vou?, pra que sirvo?

- Questões que vou tentar responder hoje, segunda-feira, o dia dos trouxas.

- No momento ainda estou curtindo a minha inhaca existencial... que não me permite sequer pensar em pensar no que pensar.

- E, com inhaca e tudo, vamos cair de boca numa puta feijoada que eu fiz ontem... tá a fim?

- Boa segunda!
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(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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