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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sem palavras

Anteontem fui dormir sem palavras.

Sonhei sem palavras.

Acordei, ontem, sem palavras.

Fui ao banheiro sem palavras.

Escovei os dentes sem palavras.

Tomei banho sem palavras.

Vesti a roupa sem palavras.

Conversei com meu amor sem palavras.

Tomei café sem palavras.

Saí pra rua sem palavras.

Entrei no ônibus sem palavras.

Trabalhei sem palavras.

Almocei sem palavras.

Trabalhei de novo sem palavras.

Voltei pra casa sem palavras.

Tomei banho sem palavras.

Comi sem palavras.

Assisti à novela sem palavras.

Fui pra cama sem palavras.

Transei com meu amor sem palavras.

Dormi sem palavras.

Sonhei novamente sem palavras.

Acordei, hoje, sem palavras.

Escrevi este post sem dizer palavra.

E você, caro leitor, ficou sem palavras!

sábado, 7 de novembro de 2009

Geringoncina Lavínia

Hoje, Geringoncina Lavínia, te vi na Praia de Pipa, de manhã, tomando sol naquele mar verde de doer os olhos.

Você me deixou sem palavras.

Você foi a responsável pelo fracasso da minha vida neste domingo de abril.

Mudo e besta fiquei desde o momento em que te vi... e as palavras ficaram presas no céu da boca, o ooohhh!!! na ponta da língua!

E a cabeça cheia de você!

Mais nada!

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TõeRoberto

domingo, 11 de outubro de 2009

Nirleide Izabela

Aos poucos, Nirleide Izabela, vou quase te compreendendo.

Você é mulher de poucas palavras... muitos silêncios.

Observa o mundo de cima, com teu senso crítico, e não há nada no mundo que mude a tua postura sobre um determinado assunto.

Vivo sob o crivo dos teus pontos de vista de silêncio.

Queria que você, por um segundo, me pensasse como o teu amor; o cara com quem você dorme e paga dívidas de cartão de crédito há trocentos anos.

Segura a onda e fale alguma coisa pelo menos uma vez!

Quem sabe da tua boca sem vida possa nascer um girassol enternecido.

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TõeRoberto

domingo, 20 de setembro de 2009

Esquecimento

Versos versados, versos vexados
talvez poetados pela vesânia
versos vesanos, versos tiranos
sem poesia, o coração chorando.

Versos cantados e transladados
pela angústia de algo passado
que urgem na era, mas inseridos
no estatuto de algo calado
parado no nada desse tudo fraseado
pela insônia de um ser precipitado
pela poesia de um verso versado
ou um verso vexado em tudo
escondido nas trevas de um poeta versuto.

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TõeRoberto-guaranésia/mg-junho1970

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

PERDOA

Perdoa
eu estava distraído
olhando um pouco pra mim
não vi que dos seus cabelos
saíam aves sem fim
não vi que da sua pele
nascia um grande jasmim
não vi que estar distraído
olhando um pouco pra mim
deixava nós dois sem palavras
deixava uma mágoa assim.

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TõeRoberto-11:23-recife/pe-maio1985-post in jampa/pb