Não conta a ninguém
minha mãe dizia: cresce!
não seja pequeno, mas homem
homem não macho, mas homem.
Vai pela vida
escraviza a vida
prende-a na mão.
Não conta nada a ninguém
há muitas coisas nas ruas
há muitas coisas no chão
minha mãe não sabe disso
minha mãe não sabe não.
minha mãe dizia: cresce!
com o olhar e o coração.
Não seja presunçoso, amigo
vem comigo
a legião dos vencidos
forma uma longa fila
na porta da frustração.
Minha mãe dizia: cresce!
com o olhar e o coração.
Não conta nada a ninguém
quem entenderia isso?
não conta nada a ninguém
mas desobedeci minha mãe!
.
TõeRoberto-são paulo-04abril1974
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
domingo, 20 de setembro de 2009
Esquecimento
Versos versados, versos vexados
talvez poetados pela vesânia
versos vesanos, versos tiranos
sem poesia, o coração chorando.
Versos cantados e transladados
pela angústia de algo passado
que urgem na era, mas inseridos
no estatuto de algo calado
parado no nada desse tudo fraseado
pela insônia de um ser precipitado
pela poesia de um verso versado
ou um verso vexado em tudo
escondido nas trevas de um poeta versuto.
.
TõeRoberto-guaranésia/mg-junho1970
talvez poetados pela vesânia
versos vesanos, versos tiranos
sem poesia, o coração chorando.
Versos cantados e transladados
pela angústia de algo passado
que urgem na era, mas inseridos
no estatuto de algo calado
parado no nada desse tudo fraseado
pela insônia de um ser precipitado
pela poesia de um verso versado
ou um verso vexado em tudo
escondido nas trevas de um poeta versuto.
.
TõeRoberto-guaranésia/mg-junho1970
quarta-feira, 22 de julho de 2009
ANGÚSTIA
Poemas Adolescentes 1
Momentos
Tenho um aperto no peito
não se é dor ou despeito
por amar quem já amei.
É como se fosse um medo
um receio
uma incerteza
que me invade o coração.
É assim a toda hora
todo dia
toda noite
a todo minuto que vivo
que morro
que amo
cada coisa que conheço.
.
TõeRoberto-são paulo/sp-05setembro1974-post in jampa/pb
Momentos
Tenho um aperto no peito
não se é dor ou despeito
por amar quem já amei.
É como se fosse um medo
um receio
uma incerteza
que me invade o coração.
É assim a toda hora
todo dia
toda noite
a todo minuto que vivo
que morro
que amo
cada coisa que conheço.
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TõeRoberto-são paulo/sp-05setembro1974-post in jampa/pb
domingo, 25 de janeiro de 2009
APÓS TEU AMOR
Após teu amor, Juliana
eu não amei mais ninguém
meu coração foi contigo
naquela noite no trem.
Então fiquei tão vazio
tão sozinho
tão sem sem
que a cada apito que eu ouvia
eu pensava que era o trem
e eu ficava esperando
tão aflito por um bem
que meu coração não batia
soltava fumaça também
fazia barulho de ferros
e pulava feito o trem.
.
TõeRoberto-recife/pe/maio1985-post in jampa/pb
eu não amei mais ninguém
meu coração foi contigo
naquela noite no trem.
Então fiquei tão vazio
tão sozinho
tão sem sem
que a cada apito que eu ouvia
eu pensava que era o trem
e eu ficava esperando
tão aflito por um bem
que meu coração não batia
soltava fumaça também
fazia barulho de ferros
e pulava feito o trem.
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TõeRoberto-recife/pe/maio1985-post in jampa/pb
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
ELIZALTINA GERNÁSIA
- Eu queria, Elizaltina, ter asas para voar com você pelo mundo!
- Queria entender a sua leveza.
- O seu contínuo renascer.
- A sua beleza de ave.
- O seu brilho de ser superior.
- Pássaros com a sua plumagem fazem a vida amanhecer em paz!
- Fazem o meu coração adormecido acordar a cada manhã dessa vida!
.
TõeRoberto-03:17-post in jampa/pb
- Queria entender a sua leveza.
- O seu contínuo renascer.
- A sua beleza de ave.
- O seu brilho de ser superior.
- Pássaros com a sua plumagem fazem a vida amanhecer em paz!
- Fazem o meu coração adormecido acordar a cada manhã dessa vida!
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TõeRoberto-03:17-post in jampa/pb
terça-feira, 11 de novembro de 2008
MILITINA VALÉRIA
ELA&EU
- Ah, Militina Valéria, os seus beijos estão precisando de açúcar!
- Ah, Militina Valéria, os seus beijos estão precisando de açúcar!
- Onde foi parar a doçura escandalosa dos seus lábios vermelhos?
- Em que momento o fel?
- A indiferença?
- O frio?
- Não gosto, Militina, de coisas amargas... e frias!
- Que de amargura e gelo é feito o meu coração sem você.
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
(Post in Jampa/PB)
domingo, 9 de novembro de 2008
DOR?
POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO
Dor?
Mas quem falou em dor?
Estou falando de ausências
de rostos que não vieram
de olhos que se fecharam
de bocas que não falaram
de mãos que não afagaram.
Estou falando de ausências
de seres que não estão
estou falando dos pulos
que dá o meu coração.
(Recife/Pe-Maio1985)
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(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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Dor?
Mas quem falou em dor?
Estou falando de ausências
de rostos que não vieram
de olhos que se fecharam
de bocas que não falaram
de mãos que não afagaram.
Estou falando de ausências
de seres que não estão
estou falando dos pulos
que dá o meu coração.
(Recife/Pe-Maio1985)
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(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
LADYLIRINA MACHAELA
ELA&EU
- Nem por decreto, Ladylirina, eu abro mão da minha liberdade!
- Nem por decreto, Ladylirina, eu abro mão da minha liberdade!
- Se você quiser o meu coração vai ter que aprender a diferença entre possuir e conviver, entre 'você é meu' e 'você é você'!
- Chega de lotear o meu coração, ele já está cercado de arame farpado por todos os lados.
- Vamos combinar, Ladylirina, você joga fora esta placa de 'Propriedade Particular' e eu te dou um beijo na boca.
- E o direito de explorar com poesia, sensibilidade e despojamento o lado puro do meu coração.
.
(Texto - Autoria de TõeRoberto)
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
TUAS MÃOS TRANÇAM
POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO
Suas mãos trançam fios invisíveis
infinitos
indivisíveis
tentando construir no espaço
o labirinto de nossas vidas
das nossas emoções.
Eu olho e procuro as pontas
que você tão bem escondeu
pra que eu me perca pra sempre
nos profundos abismos
do seu coração.
(Recife/Pe-Maio1985)
.
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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Suas mãos trançam fios invisíveis
infinitos
indivisíveis
tentando construir no espaço
o labirinto de nossas vidas
das nossas emoções.
Eu olho e procuro as pontas
que você tão bem escondeu
pra que eu me perca pra sempre
nos profundos abismos
do seu coração.
(Recife/Pe-Maio1985)
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(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
AS PERDAS
CRÔNICAS&CONTOS: SUA ALMA, SUA PALMA
- Ontem, olhando o mar - um barquinho a vela no horizonte - desaparecendo aos poucos - longe, me bateu a dor - a dor da perda.
- Ontem, olhando o mar - um barquinho a vela no horizonte - desaparecendo aos poucos - longe, me bateu a dor - a dor da perda.
- Perdemos coisas que amamos como perdemos barquinhos nos horizontes.
- Eles se vão e nunca mais saberemos quem eram, o que pensavam, o que queriam, o que amavam, o que procuravam, aonde iam, onde queriam chegar.
- Assim são as nossas perdas: se vão antes da hora, nos deixam com a sensação de vazio; a sensação de que não conversamos, não convivemos, não entregamos, não amamos o suficiente.
- Fica a sensação de uma falta, o membro amputado, um buraco vazio no peito, cheio de angústia, agonia e ansiedade.
- Perdemos paisagens, lugares, animais, pessoas, amigos, amores, paixões; perdemos, no fundo, um pouco de nós mesmos que se vai agarrado ao ser perdido, na esperança de com ele conviver nem que seja um segundo mais.
- Já tive muitas perdas e o meu coração reclamou, doeu profundamente em nome das minhas perdas.
- Eu, diante do mar, vi aquele barquinho a vela no horizonte - desaparecendo - e em sua vela branca vislumbrei - triste - o nome de todos aqueles que amei e perdi.
- Naquele momento eu os perdi novamente quando o barquinho - na sua inexorável paz - desapareceu na parede azul do horizonte.
- O coração doeu e... os olhos responderam.
- Ah, sábia e malvada vida!...
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
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