domingo, 9 de setembro de 2007

O MEU AMIGO WALDIR

CRÔNICAS&CONTOS: SOBRE NÓS&OS OUTROS

- Mais de 21 anos se foram desde a ida, ainda muito moço, do meu amigo Waldir.

- Galego, bonachão, grande gozador... grande amigo!

- Sempre com o seus sapatos pretos e as suas calças de tergal , não usava tênis, nem calças jeans, nem bermudas.

- "Você é maior por dentro do que por fora" - dizia ao tomarmos cerveja juntos, o que fazíamos com muita freqüência.

- Por incrível que pareça, não comia arroz.

- Alérgico à cebola, vivia sempre esperto com nossas brincadeiras: quando fazíamos nossas farras colocávamos, de vez um quando, um pedacinho dela na comida pra ver o que acontecia.

- "Vocês são fodas" - no outro dia de manhã, andando com as pernas abertas. A cebola assava suas virilhas.

- Foram muitas histórias, muitas brigas, muitas risadas e muita aprendizagem, juntos.

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- Seu maior desejo: quando morresse queria acompanhar o seu próprio enterro.

- Queria que, ao contrário do que sempre foi, as pessoas fossem na frente e ele fosse atrás, observando, segundo ele, quem o estava acompanhando.

- Quando morreu - eu não estava lá - seu desejo foi respeitado e realizado: para espanto geral dos seus amigos, ele acompanhou o seu próprio enterro.

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- Grandes figuras sempre saem de cena em grande estilo.

- Foi o caso do meu amigo Waldir.

(Fonte: Texto de TõeRoberto)
Post in João Pessoa

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