quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

AMOR

Não há uma fórmula secreta para o amor.

Amor é amor... e pronto!

Joniscarlos só tinha olhos pra Rosinilma.

Presentes, e-mails, torpedos, recados, cartas, telefonemas, telegramas... vigílias!

Indiferença!

Era o que Rosinilma dava pra Joniscarlos.

Futricas, conversê, ciúmes, noites maldormidas.

Joniscarlos definhava!

Definhava na lembrança de Rosinilma e nas 11 punhetas diárias.

Bebia... e Rosinilma desfilava na frente do boteco.

Sensual, gostosa, cada vez mais opulenta... e desejada.

Não quero falar de Rosinilma, ela é só a obsessão de Joniscarlos.

Pra ele ela era nossa Sharon Stone, a nossa Juliana Paes, a nossa fantasia mais diabólica... o nosso mais perigoso motivo.

Presentes, e-mails, torpedos, recados, cartas, telefonemas, telegramas... vigílias!

Nada!

Nem minha, nem de ninguém!

Coisa de homem, de macho ferido... e por que não de corno?

Bebeu 05 no boteco da esquina, mais 03 no boteco da outra esquina, mais 04 no boteco da outra esquina, se armou de uma peixeira e fincou pé no meio da praça.

Rosinilma, naquela minissainha maravilhosa, atravessou a rua.

Joniscarlos segurou a faca com força.

Esperou Rosinilma chegar a 03 passos dele e...

Ingrata!...

Enfiou a faca no coração.

Um bando de pássaros sobrevoou a praça.

Nenhuma alma foi liberada do purgatório.

Rosinilma nem aí!
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TõeRoberto - post in jampa/pb

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