Na angústia da alegria
que num peito se desfaz
um sorriso que corre
na mente de um modo fugaz.
Na névoa da tirania
em um corpo a suspirar
o eu que ali havia
está agora a definhar.
Pensa no desespero que sente
na vã razão de viver
mas não fica eternamente
a sombra que cobre um ser.
Então, sente-se escasso
naquela dor que consome
deita a mente no espaço
dá um sorriso e dorme.
.
TõeRoberto-guaranésia/mg-16março1971
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Enquanto
Enquanto a gente se sentir com sangue
pros pastos fartos de megeras frias
enquanto a noite me deixar de lado
eu quero em tudo consagrar meu frio
deixando em tudo do que quero em mim
o sorriso de tudo que cair em si
no quarto triste a sorrir de mim.
.
TõeRoberto-são paulo/sp-15abril1972
pros pastos fartos de megeras frias
enquanto a noite me deixar de lado
eu quero em tudo consagrar meu frio
deixando em tudo do que quero em mim
o sorriso de tudo que cair em si
no quarto triste a sorrir de mim.
.
TõeRoberto-são paulo/sp-15abril1972
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
União
Somos um
e gostaria que fôssemos dois.
Depois nem a vida:
só dois.
Somos dois
e gostaria que fôssemos três.
Depois nem a vida:
só três.
Somos três
e gostaria que fôssemos depois.
A união da vida:
três em um.
Somos depois
e gostaria que fôssemos acordados.
A união do sonho:
um só um!
.
TõeRoberto-guaranésia/mg-17abril1975
e gostaria que fôssemos dois.
Depois nem a vida:
só dois.
Somos dois
e gostaria que fôssemos três.
Depois nem a vida:
só três.
Somos três
e gostaria que fôssemos depois.
A união da vida:
três em um.
Somos depois
e gostaria que fôssemos acordados.
A união do sonho:
um só um!
.
TõeRoberto-guaranésia/mg-17abril1975
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
VOZES DA NOITE
Poemas Adolescentes 1
Momentos
Não sei se no vento
não sei se em olhos
me vêm ao ouvido
as vozes da noite.
Às vezes um choro
às vezes um riso
só sei que escuto
as vozes da noite.
Às vezes um latido
às vezes um gemido
mas sei que eu ouço
as vozes da noite.
Às vezes um grito
às vezes um apito
mas as coisas me chegam
nas vozes da noite.
E vem na solidão
e vem no alarido
mas sempre me chegam
as vozes da noite.
Uma criança lamenta
um homem implora
mas vem sempre na hora
as vozes da noite.
Ah, vozes da noite!
Ah, estranha evidência!
Quanto mais se faz forte
mais o meu ser pensa.
.
TõeRoberto-cássia/mg-fevereiro1978-post in jampa/pb
Momentos
Não sei se no vento
não sei se em olhos
me vêm ao ouvido
as vozes da noite.
Às vezes um choro
às vezes um riso
só sei que escuto
as vozes da noite.
Às vezes um latido
às vezes um gemido
mas sei que eu ouço
as vozes da noite.
Às vezes um grito
às vezes um apito
mas as coisas me chegam
nas vozes da noite.
E vem na solidão
e vem no alarido
mas sempre me chegam
as vozes da noite.
Uma criança lamenta
um homem implora
mas vem sempre na hora
as vozes da noite.
Ah, vozes da noite!
Ah, estranha evidência!
Quanto mais se faz forte
mais o meu ser pensa.
.
TõeRoberto-cássia/mg-fevereiro1978-post in jampa/pb
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
POR NADA NESTE MUNDO...
POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO
Por nada neste mundo eu me ausento
do silêncio que se instalou nesta sala.
As coisas estão mudas
estão quietas
estão calmas
como um minuto de silêncio
uma trégua.
As coisas estão vivas
mas não falam
não se mexem
não respiram
não se enlaçam.
E por nada desse mundo eu me ausento
do silêncio que se instalou nesta sala
por nada nesta ausência eu me instalo
noutro mundo que o silêncio desta sala.
(Recife/Pe-Maio1985)
.
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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Por nada neste mundo eu me ausento
do silêncio que se instalou nesta sala.
As coisas estão mudas
estão quietas
estão calmas
como um minuto de silêncio
uma trégua.
As coisas estão vivas
mas não falam
não se mexem
não respiram
não se enlaçam.
E por nada desse mundo eu me ausento
do silêncio que se instalou nesta sala
por nada nesta ausência eu me instalo
noutro mundo que o silêncio desta sala.
(Recife/Pe-Maio1985)
.
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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domingo, 5 de outubro de 2008
POR NADA
POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO
Por nada
por nada estamos tristes
por nada
estamos apenas aguardando
o chegar da madrugada
estamos apenas chegando
ao aguardar da madrugada.
Por nada
por nada mesmo
estamos todos tristes
só porque estamos tristes
porque a noite se acaba
e estamos aguardando
por nada
o chegar da madrugada.
(Recife/Pe-Maio1985)
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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Por nada
por nada estamos tristes
por nada
estamos apenas aguardando
o chegar da madrugada
estamos apenas chegando
ao aguardar da madrugada.
Por nada
por nada mesmo
estamos todos tristes
só porque estamos tristes
porque a noite se acaba
e estamos aguardando
por nada
o chegar da madrugada.
(Recife/Pe-Maio1985)
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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domingo, 31 de agosto de 2008
SERÁ?
POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO
Será
será que a lua entende
de olhos
olhos sem brilho?
Ela que também se apaga
no escuro
no escuro dos seus trilhos?
(Recife/Pe-Maio1985)
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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Será
será que a lua entende
de olhos
olhos sem brilho?
Ela que também se apaga
no escuro
no escuro dos seus trilhos?
(Recife/Pe-Maio1985)
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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domingo, 17 de agosto de 2008
COMO DIVIDIR O TEMPO...
POESIA: SUÃ/SUÃO - 7 ANOS DE SIM/NÃO
Como dividir o tempo do que fomos
com o que pensamos ser,
se entre nós há um lamento
situado e definido
como o concreto das casas,
o brilho fosco do vidro.
Estamos todos perdidos,
estamos todos sem vida,
estamos andando nas ruas
como seres divididos
que pisam o asfalto e a terra
e sujam os pés de um grito.
Giramos,
esvoaçamos,
assentamos
entre o pavor e o gemido
de sermos o que pensamos
e não conseguimos ser,
de sermos o que já fomos,
sem jamais nos convencer,
de que já não somos,
nem seremos,
nem gente,
nem bicho,
nem pedra,
nem nada pra se querer.
O tempo vai apertando
o pouco espaço que resta,
e tudo vai se acabando
com essa ruga na testa,
e tudo vai se perdendo
como o final de uma festa,
na qual não somos nem fomos,
mas toda a sujeira resta,
grudada nos nossos olhos
que brilham,
que choram e se aquietam,
pensando não no que fomos,
mas no que não sermos se apressa.
(Recife/Pe-22Maio1985)
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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Como dividir o tempo do que fomos
com o que pensamos ser,
se entre nós há um lamento
situado e definido
como o concreto das casas,
o brilho fosco do vidro.
Estamos todos perdidos,
estamos todos sem vida,
estamos andando nas ruas
como seres divididos
que pisam o asfalto e a terra
e sujam os pés de um grito.
Giramos,
esvoaçamos,
assentamos
entre o pavor e o gemido
de sermos o que pensamos
e não conseguimos ser,
de sermos o que já fomos,
sem jamais nos convencer,
de que já não somos,
nem seremos,
nem gente,
nem bicho,
nem pedra,
nem nada pra se querer.
O tempo vai apertando
o pouco espaço que resta,
e tudo vai se acabando
com essa ruga na testa,
e tudo vai se perdendo
como o final de uma festa,
na qual não somos nem fomos,
mas toda a sujeira resta,
grudada nos nossos olhos
que brilham,
que choram e se aquietam,
pensando não no que fomos,
mas no que não sermos se apressa.
(Recife/Pe-22Maio1985)
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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