ELA&EU
- Ah, Monalisa Gertrudes, neste quarto fechado atento-me aos pequenos feixes de luz.
- Cobri o espelho, meu rosto reflete-se por si só na certeza de que ainda estou vivo.
- Apenas a amargura - a velha e doce amargura - me amarga o canto doído da boca da minha memória.
- Não quero sair do quarto, não quero te ver indo embora; você me lembra sofrimento... tristeza!...
- Você, Monalisa - quero que se lembre - é o amor incondicional da minha vida.
- E quero que se lembre que, assim que eu ouvir o barulho da porta se fechando atrás de você, eu bebo o meu copo de veneno, corto os pulsos, boto fogo na casa, me enforco com a minha corda de lençóis e cravo o punhal da sua indiferença no meu coração atormentado.
- De mim, sem você, não quero resíduos nesta vida!
.
(Fonte: Texto - Autoria de TõeRoberto)
Post in Jampa/PB

Nenhum comentário:
Postar um comentário