POESIA: O INVENTÁRIO DAS ROTAS
O resto,
aquilo que ficou do silêncio,
a gente joga no lixo.
Inteiro, todo o silêncio,
a gente embalsama e guarda
pra que alguém, no futuro,
arqueólogo de amores
possa entender, sem receios,
o nosso amor de corvos
o nosso amor de novelas
o nosso amor de revistas
e, pasmo, no topo do edifício
solte uma longa gargalhada
e grite: o amor é isso?
(Santos/SP/04:38hs/Domingo)
(Fonte: Poema - Autoria de TõeRoberto)
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